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O Intelectual ?

Look for the ridiculous in everything and you will find it...

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E o mais importante continua a ser o AMOR

Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

Velvet Revolver

O que resulta se juntarmos os ex-guns'n'roses (Slash, Duff McKagan e Matt Sorum) e o vocalista dos extintos stone temple pilots (Scott Weiland) ?? Velvet Revolver !

Já tinha ouvido o último primeiro álbum da banda (Contraband, 2004) e gostei. De inicio achei um pouco estranho, mas depois entranhou-se. Penso que a única música que passou na altura pelas rádios do nosso país, foi a “fall to pieces”, escrita pelo Scott, sobre a sua ligação à heroína e ao insucesso da relação amorosa (a letra é explicita); é uma musica calma, relativamente ao resto do álbum. Este álbum esteve em primeiro lugar no BillBoard e no top canadiano.

Em 2007 e com o álbum “Libertad”, tornei-me oficialmente fã da banda :) É óptimo poder voltar a ouvir a Gibson Les Paulo do Slash e a bateria do Sorum que tanto inspirou e deu origem ao estilo pós-Guns, o Grunge (já o mesmo não digo do medrioce Duff McKagan), e também reviver um pouco as influências dos Stone Temple Pilots (há quem chame a esta banda Stone Temple Roses, em jeito de ironia). Curiosamente os Velver Revolver iniciam outro ciclo, o fim do Grunge e o pós Grunge. Este álbum começa a abrir com “Let it roll” e mantém-se no mesmo ritmo praticamente até ao final, destacando temas como “She builds quick machines” e “The last fight”.

Antes da edição deste álbum, os VR escreveram uma das músicas do “Fantastic Four”, a “Come on, Come in”.

Há uma edição especial do “Libertad” com uma versão da música “Psycho Killer” dos Talking Heads (se tiverem por volta dos 30 anos devem lembrar-se :) ). A voz e estilo do Weiland adapta-se na perfeição, sendo o resultado espetacular.

Agora resta aguarda que esta banda passe por Portugal (ou perto ! recorde-se que estiveram quase para vir em Junho, mas entretanto cancelaram o concerto). Nos concertos é habitual tocarem temas dos Guns e dos Stone Temple Pilots, entre outras versões curiosas e convidados interessantes.

Experimentem ouvir o álbum, principalmente para quem gostou de guns e ainda ouve grunge (sim, nós, os novos velhos) :) ou simplesmente para quem gosta de rockkkkkkkkk com riffs e solos bem elaborados.

Sábado, 18 de Agosto de 2007

Tentativa de crónica a partir de terras Americanas

Tendo o privilégio de estar desde meados de Julho (após o fim dos exames) e até inícios de Setembro por terras do Uncle Sam, nada como olhar à distância para o pequeno Portugal e tentar anotar algumas diferenças, para o melhor e para o pior.

Dado que estou aqui de férias (o mesmo não posso dizer da menina, que enviaram para aqui - sim, aqui mesmo onde um rapazinho Coreano se passou em Abril e mandou 32 pessoas desta para melhor - 'it's a small world indeed' - durante 3 meses para elaborar uma parte específica da tese), o que vejo é obviamente 'tainted' pela lente do lazer. Mas algumas coisas saltam à vista.

Em primeiro lugar, a prestabilidade dos Americanos. Tal como já tinha visto nalguns países do Centro da Europa com uma imagem tradicionalmente "fria" (refiro-me também à minha estimada Alemanha, mas não só), os nativos fazem grandes sacrifícios para satisfazer a necessidade de um estrangeiro que pede uma indicação - desde pegar num telemóvel e fazer uma chamada para pedir a indicação exacta a alguém ou oferecer uma boleia e efectuar um desvio de percurso para levar o "estranho" ao destino, até alterar de forma significativa um roteiro pedestre, acompanhando o "estranho", para oferecer a indicação a partir de um lugar onde esta seja mais fácil de memorizar. E mesmo - isto no Canadá, mas mesmo assim pasme-se - desviar o percurso do autocarro citadino, perto da meia-noite, para levar os dois tugas (únicos passageiros, mas mesmo assim) ao hotel onde era suposto ficarem. Milhas (americanas) de distância do Português desconfiado que evita estranhos porque se calhar lhe vão pedir alguma coisa, ou quem sabe chatear-lhe a cabeça a perguntar onde fica sabe-se lá o quê - melhor fazer que não se ouve o pedido e ir para casa depressa ver o futebol e olhar para o umbigo. América 20 - Portugal 0.

Segundo ponto favorável, as zonas verdes. Mesmo numa cidade como Nova Iorque - que é suja, barulhenta, caótica e cheia de ratinhos a calcorrear as ruas e baratas a percorrer as casas, mas que mesmo assim é imperdível para visitar, quer pelos museus quer pela atmosfera - os espaços verdes abundam. Nem falo no gigante - e belo - Central Park: tenho de admitir que a quantidade de árvores no 'Upper East' e no 'Upper West', e mesmo em 'Lower Manhattan', me surpreendeu. E aos fins-de-semana - refiro-me agora à Virginia - inúmeros passeios a pé pelos trilhos das montanhas, quer por parte dos estudantes quer do "cidadão comum". Claro que é uma das muitas contradições deste país o facto de contribuirem como contribuem para a poluição mundial (o facto de não haver quase ninguém sem automóvel próprio é certamente um factor importante) e depois precisarem de estar tão perto da "natureza" - mas confesso que fiquei mais optimista (talvez seja ingenuidade...) quanto a essa situação depois de ver que os tempos livres não são passados dentro de um shopping, mas sim em contacto directo, ao ar livre e em convívio, com o mundo que os rodeia - e mais uma vez vêm-me à cabeça os países do "Centro e Norte da Europa", e apetece-me afirmar que o grau de desenvolvimento de um povo é sempre directamente proporcional à sua necessidade de estar em contacto com o "ambiente" - mesmo sendo este termo uma palavra muito abrangente.

A forma como se conduz, é, numa palavra, civilizada ao extremo. Sobre este ponto nem digo mais nada.

Quanto à comida, muitos, imensos, enormes pontos para os Americanos: Blacksburg (de onde escrevo e onde fica o Virginia Tech) é uma cidade universitária, mas tem menos de 40 000 habitantes - portanto pouco mais do que Espinho. Contudo, há restaurantes para todos os gostos: Indianos, Tailandeses, Franceses, Crioulos, Chineses obviamente, Italianos, Japoneses, Mexicanos, Texanos, vegetarianos de todos os tipos e com imensa variedade de pratos - a lista de restaurantes é longa... Por cerca de 15 dólares (já incluindo a 'tip'), e muitas vezes por menos, come-se fantasticamente bem, quer em termos de qualidade e variedade, quer de quantidade. Nova Iorque está também acima de qualquer escala (talvez ao lado de Berlim, que é, por uma conjunção de bastantes factores, a minha "cidade preferida"). "O acompanhamento é batatas fritas com arroz" passou a soar-me - agora mais ainda - a algo terceiro-mundista. Se calhar eu é que era um ignorante isolado, mas nunca mais na vida direi piadas McDonald's acerca dos Americanos...

Por último, e confessando que tudo isto são apenas algumas impressões aleatórias que fui recebendo nas últimas semanas, a liberdade de expressão. Escrevendo daqui, choca-me mais ainda o que aconteceu com aquela rapariga de um posto médico daí do Norte, que perdeu o emprego porque tinham "vandalizado o cartaz do Ministro da Saúde" e ela não o retirou imediatamente (confesso que já não consigo relatar o caso com toda a exactidão) e foi considerada "traidora" (a palavra não era esta, mas ia no mesmo sentido...). Ou o nosso Primeiro-que-limpa-o-texto-da-wikipedia, acerca de quem um professor disse algo que não devia e que por isso está agora com um processo... Aqui, temos gente como o Jon Stewart a publicar coisas como isto http://www.amazon.com/Daily-Show-Stewart-Presents-America/dp/0446532681 , que é um livro cheio de uma deliciosa e inteligente irreverência, e 'getting away with it'. E há imensos exemplos da liberdade de expressão Americana. Assim de repente, veio-me à cabeça o Michael Moore. E, por outro lado, a proibição do "Hermanias" em 1987 por causa das famigeradas entrevistas históricas. Foi há 20 anos, certo - mas se calhar as coisas não mudaram assim tanto... Ou a censura (é a palavra) do governo ao "Evangelho Segundo Jesus Cristo", em 1991.

É claro que me choca também o aqui poder-se comprar uma arma como se compra uma revista; como me choca o facto de nos estados daqui - Virginia - para o Sul, ainda há pouco mais de 40 anos os Negros terem de ir na parte de trás dos autocarros e terem casas de banho públicas que lhes eram especialmente destinadas; assim como me choca o fundamentalismo religioso que grassa nesses estados (o imenso movimento que visa instaurar o ensino do Creacionismo nas escolas secundárias é algo que não consigo engolir de forma alguma).

E, sobretudo - e mesmo nos estados de 'New England', que sempre me fascinaram (o combate à escravatura já no século XIX, a quantidade de grandes escritores que a zona produziu e o número de universidades de topo a nível mundial são alguns dos motivos) e que explorei um pouco também - , senti a falta de mais de 2 000 anos de História. E talvez seja esse o principal motivo (juntamente com algo que paira no ar e que é eu sentir que há algo de nem sempre muito saudável na imensa mistura de povos que por aqui se verifica - digo isto por verificar que eles não estão bem integrados uns com os outros e que falta um certo "carácter de unicidade" a este país) para eu apesar de tudo me identificar mais com a Europa.

Mas, apesar das contradições e do muito mais que eu poderia certamente absorver se estivesse por cá durante muito mais tempo, isto não é assim tão mau...

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Exposição BODIES

Ontem fui ver a exposição O Corpo Humano.
Confesso que achei a exposição algo mórbida e não conseguia parar de pensar "Onde é que foram buscar estes corpos ?" e a forma como teriam sido dissecados. Não há versão oficial sobre como surgiram os corpos, sendo a mais divulgada que os mesmos foram doados pelo governo chinês à Universidade de Dalian, em Liaoning. Até aqui tudo bem, mas continuamos sem saber onde o governo chinês foi buscar os corpos... Enfim, há uma série de contorvérsias sobre este assunto, como é natural.

Há também uma parte dedicada ao nascimento, com vários fetos com idades diferentes.


Achei as informações fornecidas pouco interessantes. Parecia uma aula de anatomia, esperava algo mais, com mais curiosidades, coisa que não deveria ter sido díficil, considerando a complexidade do corpo humano.
De qualquer forma foi uma visão única de como os orgãos se encontram organizados no nosso corpo, o tamanho e forma real dos mesmos.
Um dos corpos foi completamente dissecado (às fatias), dando uma visão impressionante do corpo humano.


Se tiverem curiosidade vão ver ! A exposição está no Palácio dos Condes do Restelo (indo do Rato em direcção ao jardim do príncipe real).

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

11th Hour

Para começar, o facto de haver um novo artigo neste blog já é um bom motivo de discussão... :D

Eu, como um bom ambientalista e activista do Greenpeace, considero importantíssimo quando o ambiente se torna motivo de discussão e marketing.
À semelhança do Al Gore, é a vez de Leonardo DiCaprio salientar a sua preocupação com o ambiente (btw, onde foi parar o Verão ?) através de um filme, que se pode considerar uma continuidade do "An Inconvenient Truth". Este filme, escrito por Nadia Conners, pelo DiCaprio e por Leila Conners Petersen, será distribuido pela Warner e produzido, também, pelo DiCaprio.
Este documentário, chamado 11th hour (o nome português não deve ter nada a ver) é uma útil contribuição de Hollywood sobre o futuro do Planeta Terra. Estará disponível em Agosto, embora a imprensa tivesse acesso ao mesmo em Junho.

O resto do comentário foi retirado da publicação Spectrum do IEEE, não estou para traduzir e, sim, vou assumir que todos vocês percebem.


"The movie starts where An Inconvenient Truth leaves off, that is, by assuming the truth of global warming and human responsibility for at least a large share of it. After reviewing the 200-year-old Industrial Revolution's buildup of greenhouse gases, the movie moves on to other assaults on the environment: the destruction of rain forests and resulting deserts and drought; water pollution and overfishing of the oceans; corporate free riding on the externalities of pollutions of all kinds; and the consumer culture by which we vote with our pocketbooks to continue to trash the world instead of restoring it. These are long-established concerns but packaged in vivid new ways. “Logging in Canada,” the film offers by way of example, “puts as much carbon into the atmosphere as all of the cars in California every year.”

The 11th Hour does a good job of using dramatic video, expert voice-overs, and statistics to establish in the viewer's mind that humankind's abuses of Earth will lead to a mass extinction on the order of that of the Permian period, when at least 90 percent (95 percent, according to the movie) of all species disappeared. Some scientists interviewed in the movie speculate that while the planet will recover, eventually, as it did 250 million years ago, Homo sapiens might be one of the species to go extinct this time around.

Which brings us to the movie's major flaw. Just as, around the 70-minute mark, we start to uneasily conclude, as the movie seems to want us to, that our chances are grim indeed, we hear experts confirming that very conclusion. The writers (DiCaprio and two sisters, Leila Conners Petersen and Nadia Conners), however, presumably felt that was a bad note to end on. And so they push on with a forced smile for another 15 or more minutes of what feels to be artificial hope, exhorting us to change our attitudes as consumers and citizens.

One expert indeed notes that we have the means to reduce humanity's impact on the planet by 90 percent, raising the specter that a 90 percent change is needed and disregarding how hard it is for human culture to change its behavior by even 10 percent. It doesn't help that one of the voices imploring us to live simpler lives is Stephen Hawking, with his familiar wheelchair and vocalization equipment. Why a man who can't answer the phone without advanced technology is the messenger of a less-technology-please message is unclear to say the least.

This, though, is a small complaint when placed against the movie's effective administration of a tough pill to swallow: the idea that we're killing the planet and we have to stop. DiCaprio aside, The 11th Hour also admirably opts for intellectual luminaries instead of Hollywood stars, including the architects William McDonough and Paolo Soleri; 2004 Nobel Peace Prize laureate Wangari Maathai; author-activist Thom Hartmann; experts from the Scripps Institute, the Environmental Legal Defense Fund, the National Geographic Society, and more. All told 50 or so people weigh in, of whom Hawking is probably the best known, except for Mikhail Gorbachev, who has little of interest to say. (His presence highlights an absence of other political support for the movie's more extreme positions.)

The movie's production values are first-rate, though there were one or two lacunae in the press-screening version that presumably will be fixed. DiCaprio narrates with an appealing mixture of erudition and sincere concern. By pushing this film into a studio release (by Warner Bros.) with its message intact, DiCaprio shows he can not only talk the activist talk but also walk the walk. If The 11th Hour shies away from embracing its most funereal conclusion, it is at least willing to take us to the brink of it."

IEEE Spectrum: "Time's Up?" by Steven Cherry